AGONISTA/ANTAGONISTA

Hoje vamos falar de um treino forte e que muita gente gosta: AGONISTA (músculo principal que está realizando a contração), ANTAGONISTA (músculo oposto ao que esta sendo contraído). Esse tipo de treino induz a uma maior queima calórica, além de aumentar o metabolismo e manter a freqüência cardíaca elevada durante todo o treinamento. Uma grande vantagem desse treino é a economia de tempo pois sua sessão pode durar em torno de 35 minutos!
Bom, mas vamos lá entender como é que isso funciona: em uma sessão que exercite grandes grupos musculares, pode-se usar pesos mais elevados, pois não haverá a interferência dos músculos menores que já estariam cansados (ou fadigados), otimizando, assim, o aumento de força e desempenho. Neste caso, exercícios multiarticulares propiciam um trabalho mais intenso se realizados no início da sessão de treinamento. Já num sistema de pré-exaustão, iniciando-se com um exercício monoarticular, seguido de multiarticular, o trabalho sobre o músculo maior seria mais intenso, além de poupar o músculo menor de uma interferência negativa. Ex: para o peitoral (agonista), iniciar com um crucifixo ou crossover e na sequência fazer um supino ou chest press, isso enfatizaria essa musculatura e diminuiria a interferência do tríceps braquial. Como antagonista poderia ser um puxador anterior ou posterior e as remadas. Outra combinação seria bíceps e tríceps (exemplo: rosca direta e tríceps pulley) e para pernas (quadríceps x posterior de coxa) o agachamento e o Stiff conforme a foto abaixo:

Dependendo da necessidade de cada um ou de uma modalidade específica é preciso estabelecer uma prioridade para execução do programa de treinamento, pois a forma como são combinadas as variáveis do treino, pode-se levar a uma hipertrofia ou não conforme o objetivo, porém em qualquer um dos casos, haverá consequente ganho de força.
Outro aspecto importante é que a intensidade e duração do treino influenciam as respostas de GH (hormônio do crescimento). Essa influência também está relacionada à idade, sexo e o nível de condicionamento de quem se exercita. Entenda o papel desse importante homônimo em resposta ao exercício:
– no músculo, o GH estimula a captação de aminoácidos e a síntese de proteínas: importante para o ganho muscular;
– estimula a quebra das células de gordura (lipólise);
– no fígado, aumenta o consumo de gorduras e a quebra de glicogênio (fornece energia para o exercício);
– proliferação do tecido conjuntivo: fortalecimento de tendões e ligamentos.
Independente de ser atleta ou buscar um corpo em forma, o objetivo é sempre a mudança na composição corporal: uma musculatura mais desenvolvida e forte com uma menor quantidade de gordura. É esse fator que gera o aumento da atividade metabólica em relação aos sedentários. Porém essa é uma mudança gradual que requer paciência, foco e disciplina para que se obtenha um efeito permanente. Esse tipo de treinamento pode ter grande validade também no controle de peso corporal, principalmente porque impõe um gasto calórico considerável para realizar o treino.

O descanso também é necessário, aliás em qualquer tipo de treinamento. Tanto no intervalo entre as séries quanto depois, pois o gasto energético se mantém no período pós-treino. Isso mesmo! Mesmo que em menor quantidade do que durante o exercício, o indivíduo fisicamente ativo, consegue elevar os níveis da taxa metabólica de repouso (TMR). Então quanto mais você se exercita (em número de vezes na semana), mantém a intensidade do treino de moderada a alta, e tem um período de descanso adequado, o metabolismo tende a se manter aumentado por mais tempo. Isso também é valido para quem deseja ganhar peso aumentando a quantidade de massa muscular. A diferença está no ajuste da dieta para ganhar e perder peso. Lembrando que esse tipo de treino é indicado para pessoas que já tenham um bom preparo físico. Então se você percebeu que ainda não está preparado para o treino de AGONISTA/ANTAGONISTA, já vá se preparando para iniciá-lo! Converse com seu professor e já coloque novas metas a serem alcançadas.